Os sete anjos das trombetas são, no Apocalipse, espíritos celestes que se mantêm diante de Deus e recebem sete trombetas para anunciar uma série de juízos. O número sete exprime plenitude, e o gesto de estar 'diante de Deus' indica sua condição de servos sempre prontos para executar a vontade divina. Eles entram em cena depois da abertura do sétimo selo, quando se faz silêncio no céu e a oração dos santos sobe como incenso à presença do Senhor.
Ao soar de cada trombeta, manifestam-se calamidades parciais sobre a terra, o mar, os rios, os astros e os homens. Não se trata, porém, de pura destruição: esses sinais são advertências, golpes ainda limitados que visam sacudir a humanidade e convocá-la à conversão antes do juízo definitivo. O próprio texto lamenta que, apesar dos flagelos, muitos não se arrependeram de suas obras, mostrando que o propósito desses anúncios é misericordioso, dando tempo ao retorno a Deus.
A sétima trombeta, longe de fechar com terror, proclama o triunfo: 'O reino do mundo passou a pertencer a nosso Senhor e ao seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.' Assim, os sete anjos das trombetas, como arautos dos juízos de Deus, conduzem toda a história rumo à glória final do Reino, lembrando à Igreja que mesmo os tempos de provação estão sob o governo do Senhor e ordenados à salvação dos que se convertem.