Os sete anjos das taças aparecem no Apocalipse como executores das últimas pragas, aquelas em que se consuma a ira de Deus contra o mundo idólatra e impenitente. São descritos saindo do santuário celeste, o templo da tenda do testemunho, vestidos de linho puro e resplandecente, cingidos com cintos de ouro, sinal de sua dignidade litúrgica e de sua missão sagrada. Um dos quatro Viventes lhes entrega sete taças de ouro cheias da cólera do Deus que vive pelos séculos dos séculos (Ap 15,7).
Ao derramarem suas taças sobre a terra, o mar, os rios, o sol, o trono da Besta e o rio Eufrates, desencadeiam pragas que evocam as do Egito no tempo de Moisés, manifestando que o mesmo Deus que libertou seu povo julga agora todo o mal. Não são instrumentos de crueldade arbitrária, mas ministros da justiça divina que respeita a liberdade humana até o fim e dá ocasião ao arrependimento. A Tradição lê estas imagens não como crônica de catástrofes, mas como revelação solene de que a história caminha para o juízo de Deus, no qual a santidade triunfa e a iniquidade chega ao seu termo. Os sete anjos lembram à Igreja que a paciência de Deus tem um horizonte, e que a adoração devida somente a Ele não pode ser dada às potências do mundo.