Ananias, chamado pelos babilônios de Sidrac, foi um dos jovens judeus de nobre linhagem levados cativos para a Babilônia junto com Daniel, Misael e Azarias, no tempo do rei Nabucodonosor. Educados na corte e instruídos na sabedoria dos caldeus, esses jovens permaneceram fiéis à Lei de Deus, recusando-se a contaminar-se com os alimentos do rei e mantendo a pureza da fé de Israel mesmo em terra estrangeira.
O episódio mais célebre de sua vida deu-se quando Nabucodonosor mandou erguer uma estátua de ouro e ordenou que todos a adorassem sob pena de morte. Ananias, com seus dois companheiros, recusou-se firmemente a prostrar-se diante do ídolo, proclamando que seu Deus poderia livrá-los, mas que, ainda que não os livrasse, jamais adorariam outros deuses. Lançados na fornalha ardente, foram preservados ilesos pela presença de um quarto personagem semelhante a um filho dos deuses, no qual a Tradição reconhece um anjo ou uma figura do próprio Cristo. Do meio das chamas, entoaram o admirável cântico de bênção a Deus, hino que a Igreja conserva em sua liturgia. Seu testemunho permanece como exemplo perene de fidelidade até o martírio e de confiança absoluta na providência divina.