Ana é a esposa fiel de Tobit, da tribo de Neftali, deportado para Nínive no exílio assírio. Quando Tobit fica cego, por ter cumprido a obra de misericórdia de sepultar os mortos, é Ana quem sustenta a casa com o trabalho de suas mãos, fiando e tecendo lã por encomenda (cf. Tb 2,11-12). Sua dedicação revela uma mulher laboriosa e corajosa, que não abandona o marido na adversidade, embora num momento de aflição lhe dirija palavras amargas, censurando a aparente inutilidade de suas esmolas e justiças.
Quando o filho Tobias parte em viagem rumo à Média, acompanhado pelo anjo Rafael sob forma humana, Ana vive o coração dilacerado de mãe: chora a ausência do filho e, ao tardar seu regresso, sobe diariamente a um lugar alto para vigiar o caminho por onde ele havia de voltar (cf. Tb 10,7). Ao avistá-lo enfim, corre a anunciá-lo a Tobit. Ana encarna o amor materno vigilante e a fidelidade conjugal nas provações, dentro de uma família que, mesmo no exílio, permanece temente a Deus e é abençoada pela sua providência por meio do anjo.