Ana era uma viúva idosa, filha de Fanuel, da tribo de Aser, que após sete anos de casamento vivera longa viuvez, chegando aos oitenta e quatro anos. São Lucas a descreve como mulher consagrada ao Senhor, que não se afastava do Templo, servindo a Deus dia e noite em jejuns e orações. Ela representa o Israel fiel e orante que, na pobreza e na velhice, perseverava na esperança da redenção prometida.
No momento em que José e Maria apresentam o Menino Jesus no Templo, Ana sobrevém na mesma hora e, reconhecendo no Menino o cumprimento das promessas, dá graças a Deus e fala dele a todos quantos esperavam a redenção de Jerusalém. Junto com o ancião Simeão, Ana é uma das primeiras testemunhas proféticas da chegada do Messias, encarnando a figura da viúva consagrada e da Igreja orante. A Tradição a venera como modelo das almas que, na fidelidade silenciosa da oração e do jejum, são agraciadas com o reconhecimento de Cristo.