Amã, filho de Hamedata, o agagita, foi elevado por Assuero, rei da Pérsia, à condição de primeiro-ministro, recebendo honras acima de todos os príncipes. Cheio de soberba, exigia que todos se prostrassem à sua passagem. Mardoqueu, judeu fiel à sua fé, recusou-se a curvar-se diante dele, e essa recusa acendeu em Amã um ódio desmedido, não apenas contra Mardoqueu, mas contra todo o povo judeu disperso no império. Tramou então um decreto de extermínio, lançando a sorte (pur) para fixar o dia da matança e prometendo grande soma de prata ao tesouro real.
A Providência divina, porém, agiu por meio da rainha Ester, judia que ocultara sua origem e que, arriscando a própria vida, intercedeu junto ao rei pelo seu povo. Em uma reviravolta exemplar da justiça divina, Amã acabou enforcado na mesma forca de cinquenta côvados que erguera para Mardoqueu, e o povo judeu foi salvo. Sua história, lembrada na festa de Purim, permanece como ilustração de que a soberba precede a ruína e de que Deus zomba dos planos dos perversos, fazendo recair sobre o opressor o mal que tramava contra os justos.
